24 de jan. de 2008

Flageolets Generation



Comprei um Generation Niquelado em D, que estou aguardando chegar. Ano novo, whistle novo! rsrsrs ... No site em que comprei, havia uma pequena história do flageolet Generation, que segue abaixo, traduzida:

Em alguma época na primeira metade do século 20, os flageolets (tin whistles) Generation foram concebidos. Eles e os tin whistles Clark eram praticamente tudo o que você conseguia encontrar em lojas de música até a última década ou coisa assim. Mesmo assim, as duas marcas davam aos tocadores de tin whistle uma escolha, o Clarke para um tom mais "opaco" e o Generation para um tom mais puro, melodioso.

Mesmo com todos os whistles disponíveis hoje em dia, muitos tradicionalistas preferem Generation a outros pennywhistles, já que eles sentem que o som está mais ligado à tradição. Uma dos mais influentes tocadores de tin whistle a estabelecer esse som tradicional é Mary Bergin. Ela tocou Generations de várias claves com grande efeito em seus álbums Feadóg Stain I e II.

Os whistles generation são disponíveis em aço natural (latão) ou níquel em seis diferentes claves: Bb, C, D, Eb, F e G. A diferença de som entre latão e níquel é insignificante. Alguns acham que o latão tem um som mais caloroso e, o níquel, um ligeiramente mais refinado e puro. Dependendo da acidez do seu suor, o latão pode perder o lustro facilmente. Para alguns isso poderia ser um detrimento, mas muitos gostam do aspecto de usado do Generation de latão, já que isso mostra o quanto eles são queridos!

31 de dez. de 2007

"My lil Bodhran"

I know this blog is about the tin whistle, but I thought this video deserves a place here too, since the bodhrán is part of Irish music as much as is the tin whistle. Enjoy it!

4 de dez. de 2007

Entrevista com Bill Ochs - 2ª parte

Paul: Você parece ser a pessoa que mais tem ensinado o whistle do qualquer outra. Já perdi as contas de quantos kits do seu tutorial Clarke Tinwhistle Book eu já dei de presente ao longo dos anos. Como veio a idéia desse projeto?

Bill: No começo dos anos 1970 - acredite ou não - eu ganhava meu sustento tocando e vendendo whistles e flautas de bambu nas ruas de Nova York. O Clarke Tinwhistle foi meu bestseller. As pessoas adoravam seu som, sua aparência e o fato de custar apenas 1 dólar. Era também o exemplar de tinwhistle mais velho que sobrevivera - eu fizera alguma pesquisa e descobrira que a Clarke Company tinha sido fundada na Inglaterra por volta de 1843. Pareceu-me que esse bom e velho instrumento poderia ser ainda mais atraente se fosse apresentado numa embalagem chamativa, com um livro de instruções e uma cassete - não só um tutorial e somente isso, mas algo que desse vida à história, às tradições e ao folcore do instrumento. Eu entrei em contato com a Clarke Company com essa sugestão no começo dos anos 80.
Eles estavam tendo dificuldades em atender às necessidades do seus então clientes, de modo que eles ficaram relutantes quanto a se envolver no projeto. Mas em 1986 a companhia foi vendida a novos donos que ficaram muito entusiasmados com a minha idéia, e me encorajaram a ir adiante.
Naquela época, eu já tinha parado de vender nas ruas e tinha devotado 13 anos de ensino do tin whistle no Centro de Artes Irlandesas de Nova York (New York's Irish Arts Center) e na escola St. Philip Neri, no Bronx. A experiência que eu obtive dessas aulas afiou minhas habilidades de ensino e me ajudaram a desenvolver um tutorial com método passo-a-passo que funcionasse para um bom número de estudantes. Eu parei com o ensino prático quando finalmente me sentei para escrever o livro Clarke e gravar a fita em 1988.
Eu completei o projeto Clarke em agosto de 1988, bem a tempo de embarcar a primeira remessa dos conjuntos de whistle/livro/fita para o Museu de Belas Artes de Boston para o seu catálogo de Natal. O livro já teve mais 12 impressões desde então. Há agora duas edições: a original (edição de bolso de 15 cm x 22 cm) e uma nova edição de luxo (de 22 cm x 30 cm). A instrução passou de K-7 para CD. Os componentes individuais, bem como o conjunto de 3 peças, estão disponíveis no meu site, www.pennywhistle.com.

19 de nov. de 2007

Entrevista com Bill Ochs - parte 1

Paul Busman: Fale-me um pouco sobre as suas origens e como você veio a se interessar pela música tradicional irlandesa.

Bill Ochs: Embora eu não seja irlandês, eu ouvia trechos de música irlandesa desde a infância, e adorava. Então, enquanto adolescente, eu comprei um álbum do grupo irlandês The Clancy Brothers & Tommy Makem. Fiquei realmente emocionado com sua música - especialmente pelo jeito de tocar de Makem. Isso foi por volta de 1962, e deu início a uma longa jornada que finalmente me conduziu ao centro da tradição.

Paul: Como você aprendeu a tocar o whistle?

Bill: Eu quis começar a tocar quando ouvi Makem em 1962, mas não consegui encontrar um whistle. O dono de uma loja de música local no subúrbio de New Jersey nunca tinha ouvido falar do instrumento. (Whistles não eram amplamente disponíveis nos EUA naquela época.) Mas sete anos depois, enquanto me hospedava na casa de um amigo em New Haven, Connecticut, eu notei que ele tinha um whistle Clarke C, que ele trouxera da Irlanda. Ele mesmo não estava interessado em tocá-lo, então deu-o pra mim. Fiquei fascinado! Não havia livros sobre tinwhistle lá em 1969, então eu comecei a aprender sozinho, de ouvido, trabalhando melodias que eu ouvia em gravações. Finalmente eu descobri que havia uma crescente comunidade de música irlandesa em Nova York; mudei-me para o Bronx em 1971 para fazer parte dela. Tornei-me amigo de Brendan Mulvihill, um grande violinista, e também um excelente whistler. Brendan me amparou e me deu algumas dicas, tais como fazer rolls. Houve também um excelente livro e uma fita produzidos na Irlanda naquele ano - Tutor for the Feadóg Stáin, por Michéal Ó hAlmhain (Comhaltas Ceoltóiri Éireann Publications). Foram de grande ajuda.
Em 1972, eu fiz minha primeira viagem à Irlanda e conheci vários mestres do tinwhistle, inclusive Mary Bergin, Willie Clancy, Tom McHaile e Donnacha Ó Bríen. No ano seguinte eu me tornei amigo de Cathal McConnell, o flautista e whistler do grupo Boys of the Lough. Àqulela época, eu também estava aprendendo uilleann pipes (gaita de foles irlandesa) sob a tutela de Tom Standeven, da Filadélfia. Muitas técnicas foram transmitidas da gaita para o whistle. Em 1976 eu passei meio ano na Irlanda, estudando a gaita com Pat Mitchell, em Galway, com uma bolsa do Endosso Nacional para as Artes (National Endowment for the Arts). De modo que eu tive sorte em ter bastante orientação e inspiração nos primeiros estágios do meu desenvolvimento.

Entrevista com Bill Ochs / Interview with Bill Ochs

Vou postar, a partir de hoje, uma entrevista com Bill Ochs, tocador de tin whistle, escritor e produtor musical. Vou dividi-la em várias partes. Se vocês quiserem conferir a entrevista original, em inglês, confiram o site Chiff & Fipple. A entrevista foi conduzida por Paul Busman.

English
I'm going to post, as of today, an interview with Bill Ochs, tinwhistler, writer, and musical producer. I'm gonna split it in several parts. This is going to be only in Portuguese. Please check out the Chiff & Fipple website to read the interview in English. The interview was conducted by Paul Busman.

16 de out. de 2007

O desânimo ataca novamente/O Feadóg Black D

Pois é, desde a última vez que postei, e apesar de ter comprado um novo tinwhistle, não progredi em nada. Sempre as mesmas músicas, as mesmas notas, sem conseguir adicionar nada de bom ou melhorar algo. Mas confesso que o tempo ficou escasso e, o que eu costumava fazer diariamente, fica agora relegado aos finais de semana. E nesse caso, as prioridades ganham. Mas eu não quero desistir. Até quero comprar outro tinwhistle, um Generation niquelado ou outro semelhante. Um novo tinwhistle não vai adiantar de nada caso eu continue do mesmo jeito. Mas quero ter 2 para comparar sons.

Por falar em comparar sons, há bastante diferença entre o Feadóg que comprei recentemente e o meu primeiro whistle, o Clare. O Feadóg exige muito menos ar pra se atingir as notas, e ainda estou me acostumando a isso, porque era o contrário com o Clare. Fora isso, tenho que corrigir muitos vícios ao tocar, vícios que atrapalham o andamento da melodia. Enfim, espero poder reverter todo o lado ruim logo. Dizem que o que é fácil todo mundo faz; o interessante é fazer o difícil. Vamos ver se isso é verdade mesmo...

Mas vou continuar tocando e mantendo esse blog. Continuem voltando. Acho que, mesmo que não postar material original, vou colocar matérias, fotos e talvez traduções de artigos relacionados ao tin whistle. Afinal, essa deve ter sido minha intenção desde o começo.

18 de jun. de 2007

Joy of life - The Corrs

Gosto muito desta música!!
I love this tune!!